terça-feira, 28 de Julho de 2009

Sonobe: Os sólidos estrelados de 12 e 30 peças

Estes são os sólidos estrelados obtidos com a peça de sonobe mais simples.
Para fazer um Kusudama Sonobe de 30 peças e 12 peças como estes é necessário dobrar as peças segundo o esquema da figura seguinte.
As linhas sólidas vermelhas são dobradas em montanha e a linha laranja pontilhada é dobrada em vale. A imagem seguinte é a mesma peça, mas com as dobras já feitas.

Depois de ter as peças dobradas e tridimensionais como a da imagem anterior vem a montagem.

Para o sonobe de 30 peças juntam-se 5 peças, formando uma estrela. A cada ponta solta da estrela junta-se uma peça, que juntamente com a peça seguinte da estrela permite formar uma pequena piramide. Continua-se o padrão de modo que cada peça pertença a duas estrelas e duas piramides.
Existem várias peças que permitem fazer Kusudamas de 30 peças, usando este padrão para juntar as peças. A kusudama electra usa este padrão.
Para o Sonobe de 12 peças usa-se a mesma técnica, mas juntam-se apenas 4 peças na estrela.Pelo que sei dá para fazer outros poligonos estrelados, alterando o número de peças da estrela. No entanto, pelo que percebi, não é possivel fazer uma kusudama (uma bola), usando apenas estrelas com 6 peças, porque fica plano. É necessário usar uma combinação de estrelas de 5 e 6 pontas para conseguir uma bola (penso que são necessárias 60 peças, mas não tenho a certeza). Um bom guia para a contrução da bola com a combinação de estrelas de 5 e 6 peças é uma bola de futebol, que segundo percebi usa um padrão identico de hexágonos e pentágonos regulares.

sábado, 22 de Novembro de 2008

Sonobe: O cristal

Este modelo, também conhecido como "Toshi Jewel", é um hexaedro, e o modelo Sonobe que usa menos peças: apenas 3.

Este modelo pode ser feito com qualquer um dos tipos de peças que eu mostrei no post anterior, desde que as peças sejam iguais.

Esta montagem está algo estranha, e diferente das outras, porque como eu já não fazia este modelo há algum tempo, fiz uma dobra a mais, o que faz com que o Cristal dobre pelo meio da faceta colorida, o que não é habitual.

Eu gosto desta versão porque parece ter apenas 3 facetas, ao contrário das outras duas. No entanto é possível obter o mesmo efeito (e com melhor aspecto), usando as peças da montagem seguinte, mas fazendo com que a junção das peças fique para dentro.

A montagem seguinte respondeu à primeira das minhas dúvidas acerca da peça. É possível usá-la noutros modelos que não o cubo.

Eu gostei bastante do aspecto deste modelo, no entanto ele não é tão estável como os outros.

Com esta peça também se pode montar o Cristal com a união das peças pelo lado de dentro, no entanto isso torna o modelo mais difícil de montar, e extremamente instável, pelo que neste caso recomendo que se use cola.

Este peça tem ainda um outro detalhe, que é difícil de perceber nas imagens, porque o papel tem a mesma cor de ambos os lados. Mas quando se usa papel de duas cores, a "virola" que segura as peças tem uma cor diferente do resto da peça.

Se quiserem um modelo altamente colorido com poucas peças...

domingo, 10 de Agosto de 2008

Sonobe: As peças

Sonobe é o nome que se dá à peça criada por Mitsonobu Sonobe, e também a um conjunto de variações. A caracteristica comum a estas peças é terem a forma de um paralelograma, e além disso terem duas abas e duas bolsa (2 flaps e 2 pockets).
Podem encontrar um diagrama da peça original aqui (retirei deste site).A peça acima (apesar de parecerem 2 peças diferentes, o que está na foto são os dois lados do mesmo tipo de peça), tanto quanto eu consegui pesquisar é a original. É uma das versões mais fáceis de fazer, e permite obter um bom resultado visual, especialmente quando se combinam peças de várias cores.

A peça seguinte permite obter uns resultados parecidos à anterior. A montagem da peça é parecida com a montagem das peças de Sakura (de uma só pétala). O aspecto final das Kusudamas feitas com estas peças é parecido ao resultado de montar as peças anteriores, mas usando as peças do "avesso" (o que apesar de ser possível para Kusudamas de poucas peças, é quase impossível para Kussudamas maiores, porque dificulta o fecho da bola).


As peças seguintes, apesar de na foto estarem feitas com papel de uma só cor, ficam bem é com papel de duas cores. Devo confessar, que com esta peça só fiz cubos de 6 peças. Tenho algumas dúvidas se será possivel fazer as montagens de 30 peças ou mais, porque o bolso onde as abas entram para fazer a ligação das peças é muito pequeno.
No entanto há sempre a hipotese de usar cola...Existem muitas outras variações destas peças. Nomeadamente no livro que eu tenho ("The Origami Handbook" do Rick Beech, e atenção que este livro tem outros nomes, segundo a edição), existem 2 variações claras desta peça (Japanese brocade e Kusudama) e um diagrama de estrela modular (modular star), que pode ser considerada uma variação desta peça, desenhada pela origamista Tomoko Fuse.

quinta-feira, 10 de Julho de 2008

As rãs que saltam

Nas minhas pesquisas descobri pelo menos 4 modelos de rãs que saltam.
A mais comum é feita a partir de um quadrado de papel. Podem ver um diagrama aqui.
Eu não gosto desta rã porque não tem patas traseiras, ao contrário dos outros 3 modelos que eu conheço.

Este modelo também é feito de um quadrado, mas fica com patas traseiras, por isso eu acho que esteticamente fica melhor. Este é dos modelos que salta melhor, no entanto é um pouco dificil de dobrar nos passos finais. Eu costumo saltar alguns dos passos das patas dianteiras, para que fique um pouco mais fácil de dobrar, mas o aspecto fica um pouco estranho para o meu gosto.

Os outros modelos de rã que eu gosto são feitos a partir de rectângulos.
A primeira rã que me ensinaram a fazer, é feita a partir de um rectângulo com a proporção 2:1, ou seja metade de um quadrado.
No youtube encontrei este video que mostra como fazer essa rã. Desta não consegui ainda encontrar um diagrama...


Por fim um diagrama que pode ser feito com rectangulos de diferentes tamanhos. Basta adaptar um bocadinho os passos. No diagrama começa-se com um quadrado, que se dobra para obter um rectângulo, mas o modelo é mais fácil de dobrar se se começar logo com um rectângulo. E apesar da proporção inicial do diagrama ser 2:1 (resultado de usar um rectângulo que é metade de um quadrado), podem ser usadas outras dimensões, desde que se adapte os passos finais de fazer as patas traseiras (nomeadamente saltando o passo 6).

Estas rãs são bastante interessantes, porque permitem fazer corridas e concursos de saltos.
Por exemplo fazer algumas destas rãs num bar ou restaurante e pedir aos amigos para tentarem fazer com que a rã salte para dentro de um copo pode proporcionar diversão para algum tempo.
Ou fazer rãs para um grupo de crianças e depois deixa-las organizar corridas e concursos de saltos.
Apesar de ser um brinquedo muito simples tem normalmente o dom de atrair a atenção pela sua simplicidade, e pelo facto de actualmente pensarmos em brinquedos como objectos de plástico comprados na loja...

domingo, 15 de Junho de 2008

Estrelas da sorte chinesas

Estas estrelas são muito fáceis de fazer. Podem ver o diagrama aqui.
Estas estrelas podem ser feitas com praticamente qualquer tipo de papel, basta ajustar o tamanho da tira.
Eu costumo usar papel A4 de fotocopia, colorido, que corto em 16 tiras, no sentido do comprimento. Também uso bastante uns posters promocionais A3 que me arranjaram, cortados em 16 tiras, no sentido do comprimento. Já experimentei cortar os posters em 32 tiras, no sentido da largura, mas como o papel é grosso, as tiras ficam muito finas e depois as estrelas nem sempre ficam bem.
Mesmo com papel de fotocópia, por vezes as estrelas não "incham".


A proporção recomendada no diagrama é de 20 ou 30 para 1. Ao dividir uma folha do formato A em 16, pelo sentido do comprimento a proporçao é cerca de 20 para 1.
Também uso papel de serpentina (daquelas do carnaval), mas nesse caso gosto de usar uma tira mais comprida (mais perto de 35 para 1), porque o papel é muito mole .
Há vários factores que ajudam a que a estrela fique bem.
Para começar convém que o nó inicial fique perto de uma das pontas da fita, para que não tenha que se cortar o excesso, uma vez que isso diminui a quantidade de fita que vamos "enrolar" na estrela.
Além disso convém deixar o pentágono que resulta do nó bem apertado, mas com muito cuidado para não rasgar o papel. Ao enrolar a fita também se deve apertar bem o papel.
Por fim dá jeito ter unhas para empurrar o papel, e tornar a estrela tridimensional.
Eu já fiz bastante estrelas, mas ainda não consegui fazer estrelas muito grandes. As estrelas feitas com as tiras cortadas da folha A4 ficam mais pequenas que uma moeda de 1€, como podem ver na foto. Esta estrela é do tamanho das estrelas médias da foto inicial, que também tem uma moeda de 1€, para terem uma noção do tamanho.Apesar do tamanho, estas estrelas são muito fáceis de fazer e também são bastante decorativas.

segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Kusudama Electra

A primeira vez que as electras me chamaram a atenção foi neste post da Devilyn (no post tem um link para o diagrama).
Eu já tinha visto esta Kusudama no meu livro de origami, mas não está lá o diagrama.
Quando vi o diagrama no blog da Devilyn andava com a mania das kusudamas sonobe, e como esta também tinha 30 peças decidi fazer.

As peças da electra não são fáceis de fazer. No entanto a montagem é das mais simples.

Como tenho papeis de vários tipos e cores gosto de experimentar os efeitos resultantes da mistura de cores.

Quanto à espessura do papel, todos os que experimentei até agora resultaram bem, embora a peça seja mais fácil de fazer em papel mais fino e a kusudama fique mais flexivel.
A grande diferença é nas cores.

Quando decidi fazer este post não tinha nenhuma electra feita cá em casa, por isso estive a fazer duas.
A primeira fiz com quadrados de cerca de 10 cm (fica com uns 15 cm de diametro). Como tinha 7 cores, escolhi 6 para fazer a electra.
Para distribuir as cores usei 4 regras:
  • Defini 3 pares de cores (no meu caso foram: Azul e Verde, Rosa e Vermelho, Laranja Claro e Laranja Escuro).
  • Nos sitios onde se juntam 3 peças garanti que não tinha 2 cores do mesmo par.
  • Nos sitios onde se juntam 5 peças garanti que não tinha 2 cores repetidas.
  • Nos sitios onde se juntam 5 peças também decidi que 2 cores do mesmo par não ficam juntas.
Depois de algumas tentativas lá consegui (notem que nas fotos é dificil destinguir entre o Rosa e o Vermelho, que na realidade parece Laranja mais escuro). Ficou bem gira e as cores estão distribuidas de uma maneira bem uniforme.

Para a segunda electra usei papel mais pequeno (cerca de 4 cm, o que dá um diametro de cerca de 7 cm). Para esta usei apenas 3 cores e segui as mesmas regras que usei para a anterior (agora os pares são peças da mesma cor).
Com 3 cores e estas regras a electra fica com um padrão muito giro, especialmente se as cores conjugarem, o que não aconteceu com estas cores.

O outro aspecto que eu adoro na electra é que como é aberta pode ser usada como uma espécie de gaiola para um tsuru, ou um passarinho que bate as asa (na imagem abaixo) ou para um outro origami.
O passarinho que está dentro da minha electra foi feito com papel do mesmo tamanho que as peças da electra. Para caber dentro da electra o passarinho poderia ter sido feito com papel uma bocadinho maior, mas eu sei que cabe sempre.
As porporções do tsuru são identicas às do passarinho que bate as asas.
Outro origami que tem porporções semelhantes é a borboleta do Yoshizawa.
Já falei de todos estes origami aqui, é só procurar os posts...

Para colocar o pássaro dentro da electra é só colocá-lo antes de fechar a kusudama (antes de colocar a última peça).

Como são capazes de já ter notado esta kusudama não precisa de cola. E devo dizer que ainda não precisei de clips para a segurar durante a montagem.
No entanto acontece-me com frequencia que ao transportar a electra no saco, ou ao brincar com ela, alguns dos encaixes abrem. Não é grave, é só voltar a encaixar as peças, mas se quiserem torná-la mais resistente é só colocar um bocadinho de cola nos encaixes.

quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Dicas para montar Kusudamas

Em resposta a um mail que me chegou, aqui ficam algumas dicas úteis para quem monta Kusudamas (ou outros origami modulares).

Eu conheço 3 tipos de Kusudamas: as que se colam, as que se cosem e as que só se encaixam.

Nas kusudamas que se encaixam a melhor dica que posso dar é ter cuidado a fazer as dobras e a encaixar. Convém não dobrar o papel quando se faz deslizar os encaixes, ou o papel pode não entrar.
Quando parece que é preciso outra mão para continuar a encaixar peças, porque estamos a segurar umas peças com uma mão e a tentar colocar a nova peça com a outra, por vezes ajuda colocar as peças já montadas sobre uma mesa ou outra superfície. Outro truque se pode usar são os clips para segurar algumas peças.
Se verificarem que os encaixes não são muito estáveis podem sempre usar um bocadinho de cola para garantir que as peças não se desmontam quando tentam colocar a próxima, no entanto muito cuidado com esta técnica, pois por vezes é preciso rodar as peças para que as outras encaixem!

As Kusudamas que eu conheço e que precisam de cola normalmente montam-se em 3 fases e podem precisar de cola em cada uma delas.
Normalmente começa-se por fazer as pétalas da flor. Quando tivermos as pétalas necessárias para uma flor, podemos montar a flor (é um bocadinho menos monótono que fazer logo todas as pétalas da kusudama).
Por fim quando tivermos as flores necessárias podemos montar a kusudama.
Quando estamos a montar uma kusudama com cola temos que esperar que a cola seque um bocadinho, de modo a que o modelo não se desmanche antes de continuarmos com a montagem. Em alguns casos é possível usar clips para manter as peças no sitio enquanto a cola seca, e assim podemos continuar a montagem mais depressa.
Eu não monto muitas kusudamas destas, mas quando monto não gosto de usar muita cola, por isso costumo usar cola em stick ou com aplicador, porque é mais fácil controlar a quantidade de cola que se aplica ao papel.

Esta Sakuradama na realidade ainda não está colada, está montada usando apenas os clips para segurar as flores no lugar.

Por último deveria dar dicas para as kusudamas que se cosem, mas na realidade numa montei nenhuma. (Devo confessar que tenho uma preferência pelas kusudamas que se encaixam.)